Meu filho será prejudicado por ter uma criança com deficiência na sala dele?

Vários lápis de cor emplilhados. São mostradas apenas as pontas.

A gente ama compartilhar com vocês boas histórias de inclusão, mas infelizmente nem sempre tudo são flores nesse meio. As lutas são diárias. Já comentamos aqui que o processo de inclusão, principalmente nas escolas particulares, é muito recente. E para que esse processo aconteça de verdade ainda temos algumas barreiras pra vencer.

Um desses problemas é o preconceito dos pais dos coleguinhas da criança com deficiência. Já ouvi coisas horríveis nesse sentido. É caso de pai que coloca o dedo na cara da diretora e fala que se ela não tirar aquela criança da escola, ele tira o filho dele e ainda convence outros vários pais a tirarem também, além de outros tantos casos nesse sentido.

Uma menininha linda abraça uma outra garotinha fofa com Síndrome de Down.

Créditos da imagem: João Ferreira (www.joaoferreira.com.br)

Cada vez menos vejo casos de discriminação e preconceito nesse sentido: de achar que o convívio não deve acontecer. Mas ainda são comuns a dúvida e a insegurança sobre a interferência da presença de uma criança com deficiência na sala de aula regular. Acredito que os pais que não tem filhos com deficiência têm esse pensamento justamente por estarem distantes desse universo. A falta de informação ainda é uma grande barreira para se quebrar o preconceito de muitos.

Resolvemos escrever esse texto para esclarecer algumas dúvidas. Vamos começar dizendo que a inclusão é uma via de mão dupla. Ela gera benefícios para todos os envolvidos.

Conviver com a diversidade tem muitos impactos positivos na formação dessas crianças enquanto seres humanizados. Conviver com as diferenças desde pequeno tende a torná-los sensíveis às limitações dos outros. Tirando o foco da limitação e passando para as potencialidades

Crescer junto com pessoas diferentes contribui para que ele perceba as limitações do outro apenas como mais uma característica de tantas outras que torna ele próprio diferente de todo mundo, pois ninguém é igual a ninguém. Essa convivência desde pequeno vai fazer ele perceber que cada um tem uma limitação, cada um tem um jeito de lidar com as limitações e todos têm a contribuir em algo. Esse tipo de pensamento passa a ser natural para ele.

Acredito que um dos motivos que contribuem bastante para permanência do preconceito é a falta de oportunidade de se conviver com alguém com deficiência. A inclusão na escola é uma maneira de diminuir a barreira do preconceito. A declaração de Salamanca, documento marco da educação inclusiva publicado em 1994, afirmava em seu texto “Escolas inclusivas tradicionais são os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias”.

O respeito ao diferente pode ser ensinado a essas crianças e são elas que serão os futuros médicos do nosso país (que se especializarão em deficiências), os futuros engenheiros (que projetarão prédios acessíveis), políticos (que pensarão nas leis) e assim por diante. Acredito que o maior de todos os benefícios da inclusão na escola seja uma sociedade mais sensível e humana num futuro não muito distante. E esse é sem dúvidas um ponto pra lá de positivo!

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About Lídia Lopes

Inconformada com o preconceito e com uma educação não inclusiva tenta todos os dias fazer algo para que isso seja diferente. Mais que um valor moral, tornou isso sua profissão. Apaixonada por educação e inclusão. Sonha em viajar o mundo e num mundo que não seja mais preciso falar em inclusão, pois a inclusão pressupõe a exclusão.

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